domingo, 15 de dezembro de 2013

Disco em Quinta Marcha

Em conversas recentes com amigos adeptos da regra 1 toque, percebi uma crescente preocupação com a dinâmica do jogo na modalidade livre (cavado), que muitos consideram ser muito travado em função de recursos usados para a defesa. Pelo que percebo, alguns querem o jogo mais ofensivo, mais gols, mais chutes, mais tudo. Mais tudo não, defesa eles querem menos... Discutem-se até mesmo mudanças adicionais às regras, que já não nos permitirão mais posicionar goleiros para receber atrasadas, nos obrigarão a ter um botão a mais no campo de ataque na ocasião dos tiros de meta, fora outras mudanças menores. Tudo isso feito para que se tenha um jogo "melhor". Mas peraê, o conceito de "melhor", não somente é relativo, como também depende de uma base de comparação. A verdade é que o conceito de um jogo melhor foi confundido com um jogo ofensivo, meio que na quinta marcha, mais parecido com o liso, que pessoalmente não me agrada muito. Tendo tudo isso em vista, eu me pergunto se alterar tanto o jogo realmente é necessário ou certo. É correto, em função de um jogo mais dinâmico, prejudicar 90% do que se faz para defender? Não é justamente a contagem baixa de gols e o caráter mais estratégico e fechado do jogo com cavados grande parte da graça do jogo? Como um novato (isso eu falo advogando em causa própria) poderá se defender com um aumento de restrições tão grande? Honestamente, eu sempre tive a convicção de que na regra 1 toque, quem gosta de atacar joga liso, quem prefere um jogo que encurta a diferença entre os técnicos, joga cavado. Restringir medidas defensivas não torna o jogo mais legal, só aumenta a diferença entre novatos e veteranos, bons jogadores e jogadores medianos, e isso causa frustração, ninguém gosta de apanhar sem ter como se proteger. Se levada adiante, essa tendência de alterações nas regras criará uma diferença muito grande entre jogadores, fazendo com que fique cada vez mais difícil um "nanico" vencer um bom jogador, e não acho que isso seja bom para o esporte. Como já virou costume deste blog, mais uma arte de time. Dessa vez, mais uma equipe "exótica": o Sheriff F.C., da Moldávia. Criado em 1997, este time relativamente novo se tornou em pouquíssimo tempo o maior vencedor do campeonato de seu país e figurinha carimbada nas primeiras fases da Liga Europa. Apesar de estar quase todo ano lá, o Sheriff ainda não teve muita sorte e não avançou às fases finais.

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